sábado, 4 de abril de 2020

LARANJA MECÂNICA E A MECÂNICA DO LIVRE ARBÍTRIO: O QUE KUBRICK, AGOSTINHO E KANT TÊM EM COMUM?

Alex (interpretado pelo ator Malcolm McDowell) e sua gangue. 

Bom, sem muita firula, gostaria de levantar uma questão que é abordada no filme Laranja Mecânica, do grandiosíssimo cineasta norte-americano Stanley Kubrick (1928-1999).

Para quem não sabe, é um dos meus cineastas preferidos, dentre alguns poucos, mas que considero geniais, como nossos brasileiros Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Rogério Sganzerla, Héctor Babenco, Cacá Diegues, Ruy Guerra, Guel Arraes, Júlio Bressane, Walter Salles, e Jorge Furtado; e dentre os estrangeiros Ingmar Bergman (uma paixão especial por este), Akira Kurosawa, Sergio Leone, Steven Spielberg, Martin Scorsese e Quentin Tarantino. Kubrick ilustra essa singela lista com sua áurea de gênio.

Stanley Kubrick

Confesso que não sou dos melhores em se tratando de cinema. Não acompanho os lançamentos em tempo real, não leio assiduamente as críticas, não sou fanático por saber quem ganhou ou deixou de ganhar o Oscar ou a Palma de Ouro. Não que eu não considere tudo isso da maior importância, como na verdade não considero mesmo de MAIOR importÂNCIA, mas sei que, sim, tudo isso tem considerável importância. Apenas não superestimo mais que a qualidade dos filmes em si. Em outras palavras, não uso nada disso como régua pra decidir o que eu assisto ou deixo de assistir na minha casa ou no cinema mais próximo e mais barato e mais confortável. Assisto, simplesmente, o que eu quero e gosto e aquilo que eu acho que tenho que assistir. Se tal ou outro tal filme abocanhou as maiores e mais relevantes premiações cinematográficas da história da humanidade... isso eu vejo depois - se minha paciência permitir. Em cinema, falo daquilo que gosto de assistir. 

Eu falei no início que esse texto seria sem firula. Olha só o que você já teve que ler pra chegar até aqui... (pausa para o leitor verificar a quantidade de palavras que já leu, para dar aquela velha bocejada diante da tela, refletir se vale a pena ler esse escritor virtual... ler ou não ler, eis a questão...)

Gostaria de deixar bem claro que não sou nenhum crítico de cinema e nem tenho a menor vontade/vocação/paciência/vontade (de novo) de ser um pretenso escritor que analisa filmes, detalhes, intenções, fotografia e cenas pra depois emitir uma nota avaliativa em estrelas ou números ou letras (B+ ou -A? pra esse meu texto cheio de firulas?). Sou leitor, escritor e professor de filosofia, que admira a sétima arte e gosto de tratar de filmes dentro do campo da reflexão filosófica. 

O filme em questão é Laranja Mecânica, de 1971, dirigido por Stanley Kubrick. 

Capa do filme 

Como muitos já devem saber, o filme é baseado no livro de mesmo nome escrito pelo autor inglês Anthony Burgess (1917-1993) e publicado pela primeira vez em 1966. 

Anthony Burgess, autor da distopia Laranja Mecânica.

Só um detalhe que não pode escapar: se você prestar bem atenção na filmografia de Kubrick, vai perceber que ele adorava fazer filmes baseados em livros. É o caso, por exemplo, de (segura que lá vai lista):

O Grande Golpe (1956)

Glória Feita de Sangue (1957) 

Spartacus (1960) 

Lolita (1962)

Dr. Fantástico (1964) 

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) 

Barry Lyndon (1975)

O Iluminado (1980) 

Nascido Para Matar (1987) 

De Olhos Bem Fechados (1999)


Notou que praticamente todos os filmes do Kubrick são baseados em livros? Pois é, ficaram de fora apenas seus dois primeiros filmes: 

Medo e Desejo (1953) 

A Morte Passou por perto (1955) 


O livro de ficção científica Laranja Mecânica, que é o décimo oitavo de Anthony Burgess, retrata a mecânica da violência e os meandros da delinquência juvenil. E, para quem não sabe, é baseado num episódio tremendamente trágico: o estupro da primeira esposa do autor. 

Capa da primeira edição inglesa do livro

O filme de Stanley Kubrick, não é de se negar, capta muito bem essa atmosfera de perversão e criminalidade. Um grupo de jovens delinquentes, liderados pelo sociopata e protagonista Alex, saem pela distópica cidade inglesa em busca de diversão. Que diversão seria essa? Eles a chamam de "ultra violência": chutam mendigos velhos que cantarolam pelos becos da cidade, invadem casas, estupram, brincam com a dor alheia e são capazes até matar, tudo em nome da tão almejada diversão somente atingida, como uma espécie de nirvana budista, através do ritual da ultra violência.

Olha, não estou aqui para soltar os detalhes do filme. Assista, seu preguiçoso, e tire suas próprias conclusões. Mas fiz você perder seu tempo até aqui com esse montante de palavras para tocar num ponto que considerei bastante filosófico. 


ALEX E O TRATAMENTO LUDOVICO

Alex é preso por suas peripécias criminosas. Na prisão, é submetido a uma tecnologia que está sendo desenvolvida para combater a criminalidade, chamada de Tratamento Ludovico. O Tratamento Ludovico funciona da seguinte maneira: você coloca uma pessoa diante de infinitas imagens de violência de toda natureza, brigas, sangue, torturas, estupros, e injeta na pessoa, naquele mesmo instante, uma substância em seu organismo que irá provocar sensações de enjoo e ânsias de vômito. Segundo a lógica do Tratamento, a partir disso, toda vez que a pessoa se ver em situações que envolvam violência, ela, por associação, passará, no mesmo momento, a vivenciar uma situação de mal estar gigantesco. Isso que acontece com Alex. Ou seja, o Tratamento Ludovico, promovido pelo Estado, pretende regenerar um criminoso se utilizando da técnica de estímulo-resposta, uma espécie de terapia da aversão: você coloca um indivíduo para assistir a imagens de violência que provoque nele sensação de nojo diante de tais imagens. Você estimula nele o nojo. Toda vez que esse indivíduo procurar praticar algum delito que prejudique o seu próximo, ele não terá sucesso, porque vai associar a violência à sensação de nojo. Você, então, obtém a resposta. 

Alex submetido ao Tratamento Ludovico.

Estímulo: NOJO diate da VIOLÊNCIA
Resposta: todo tipo de VIOLÊNCIA lhe causará NOJO


Parece brilhante, não é? Menos para o capelão do filme. Capelão é um sacerdote responsável pelos ofícios religiosos de uma capela. Na prisão em que Alex se encontra, o capelão que ganhou a simpatia do jovem delinquente sociopata, se coloca veementemente contra a proposta do Tratamento Ludovico, porque afirma que ele retira todo o livre-arbítrio do ser humano. E BINGO! BINGO! Pronto, caros leitores, é aqui que eu queria chegar, justamente aqui! Deletem de suas mentes tudo, TUDO, tudo o que vocês leram até aqui, não serviu de nada esse mar de palavras firulentas (inventei um adjetivo). Livre-arbítrio. Eis a questão.

Agora vou abrir um enorme parênteses pra dar uma de gênio mirim. [ALERTA DE PARÁGRAFO INÚTIL! ALERTA DE PARÁGRAFO DESNECESSÁRIO! ALERTA... PULE ESTE PARÁGRAFO SE QUISER] Quando eu era adolescente, cheguei a pensar numa espécie de vacina que pudesse ser aplicada em foras da lei e pudesse neutralizar o impulso criminoso deles. Comentei com um amigo. Não sei como isso funcionaria, mas a finalidade seria essa. Olha só o escritor de ficção científica que existia em mim e ninguém nunca deu valor. Ressentimentos a parte, voltemos agora para o nosso assunto em questão.
  

VAMOS AO QUE INTERESSA: O TAL DO LIVRE-ARBÍTRIO 

Bom, como eu ia falando, o filme de 1971 de Kubrick toca nesse tema um tanto quanto filosófico que é o livre-arbítrio. O filósofo Santo Agostinho (354-430), pensador medieval que fazia uma relação entre filosofia e teologia, se debruçou sobre o tema da liberdade humana.   

Santo Agostinho: a filosofia da fé e da razão.

Para Santo Agostinho, a razão e a fé não se excluem. Pelo contrário, a razão serve para compreender melhor as coisas da fé. O pensamento filosófico se faz, então, necessário para fortalecer cada vez mais a fé. A razão, para Agostinho, é uma capacidade essencialmente humana, ou seja, nossa natureza humana, feita à imagem e semelhança de Deus, é definida pela racionalidade. Diferentemente de outros seres vivos, o ser humano possui razão e é graças a essa razão que temos o livre-arbítrio que pode ser definido como a possibilidade de escolher. Exatamente, podemos escolher, escolher inclusive deixar de ler esse texto (o que eu recomendo imensamente). Bem ou mal, eis a questão. Para Santo Agostinho, o mal não existe. Mas como assim não existe? Simples: seria um erro de lógica, uma contradição lógica, afirmar que o mal existe. 


CADERNO E CANETA NA MÃO QUE LÁ VAI EXPLICAÇÃO

Vamos imaginar o seguinte. Existe um mundo, pessoas, demais serves vivos e não vivos, animados e inanimados, e existem coisas. Sim, existe tudo isso. Foi você que criou? Não. Foi seu vizinho? Muito menos. Então quem criou o mundo, os seres que nele habitam, a ordem cósmica e o amor? Claro que deve ter sido um ser supremo, superior, sábio. No sistema filosófico de Agostinho, esse ser é Deus. Então Deus é O Criador. 

Se tudo o que existe, existe, então deve ter sido criado.Se não foi criado por nenhum mero mortal, então foi criado por Deus. O bem existe? Claro, existe e foi criado por Deus, que, segundo Santo Agostinho, é amor e a suprema representação do Bem. Mas e o mal, existe? Não. Porque o Bem não pode criar o Mal. Do Bem não advém o Mal. Corretíssimo. Isto está de acordo tanto com a lógica da boa filosofia quanto com a boa nova da fé cristã em voga na época da Idade Média.

Consta no evangelho de Mateus 7:18 as seguintes palavras:
"Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons."

Então, querido Agostinho, como resolver esse dilema? Da seguinte forma: o mal não existe, é ausência do bem. E nós, como seres humanos, podemos julgar de que forma utilizamos nossa liberdade. Somos árbitros, juízes, das nossas escolhas. E é justamente aí que o capelão da prisão onde se encontra o delinquente Alex entra na história. Ele questiona o Tratamento Ludovico. 

Alex pode até nunca mais cometer nenhum crime. Em termos de convivência em sociedade, isso seria ótimo. Mas a pergunta que precisamos nos fazer é filosófica: será que ele deixaria de praticar a ultra violência por mérito próprio ou apenas por sentir intenso mal-estar na hora que tentasse violentar alguém? Será que deixaria de praticar o Mal porque realmente escolheu ser uma pessoa do Bem ou simplesmente por não querer sentir enjoo e vontade de vomitar? Os atos de Alex, dali por diante, poderiam estar de acordo com o código escrito de regras que ordenam uma sociedade. Mas será que seus atos poderiam ser considerados éticos? 


ÉTICA E DIGNIDADE HUMANA - AULA DE FILOSOFIA DO DIREITO?

Aí adentramos o campo do que é e do que não é ético. devemos esclarecer que um ato considerado legal é um ato que está de acordo com a lei, com a legislação, por isso o termo legal. Existe legalidade naquele ato porque ele está de acordo com a lei jurídica escrita daquele tempo e lugar. Mas você sabia que nem todo ato que está de acordo com a lei jurídica escrita de um determinado tempo e lugar é necessariamente um ato ético? São esferas diferentes. Em outras palavras, nem tudo que é legal é também ético. Explico, já que você insiste. 

Segundo o filósofo iluminista Immanuel Kant (1724-1804), a ética pode ser resumida da seguinte forma:

Immanuel Kant, filósofo que contribuiu grandiosamente com o Iluminismo.


Ele chama isso de Imperativo Categórico. E o Imperativo Categórico, segundo sua filosofia moral exposta em obras como Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785) e Crítica da Razão Prática (1788), é a lei moral e ética por excelência, pois é um mandamento da razão. Todo ser possuidor de razão pode seguir essa lei que sua própria consciência lhe impõe. Ou seja, não existe nenhum poder coercitivo externo que nos espanca para que sigamos essa lei da razão, bastando apenas que cada ser humano tenha a boa vontade de agir por respeito e obrigação em concordância com o Imperativo Categórico. O critério então é este: se uma ação pode ser universalizada, isto é, servir de lei para todo ser racional, então esta é uma ação ética. Caso contrário, se mentir não pode ser uma ação que sirva como lei universal, então mentir seria antiético em todo tempo e lugar. E mais, Kant ainda trata do conceito de dignidade humana, importantíssima peça do quebra-cabeça da filosofia moral kantiana. 

Todo ser humano é possuidor de racionalidade. Pensamos: duvidamos, questionamos, imaginamos, refletimos. Então, todo ser humano é senhor de si mesmo, porque tem plena capacidade de se utilizar de seu próprio pensamento e liberdade para decidir sobre suas ações. Isso se chama autonomia. Eu sou meu próprio senhor e a razão que possuo é legisladora de minhas ações. Sei muito bem o que bom e o que é mau, sei o que é Bem e o que não é, portanto o que é Mal. Basta que eu faça um exame de consciência para saber distinguir uma coisa da outra. Se sou racional, sou livre e igual a todo e qualquer ser humano racional. Então devo agir respeitando a dignidade do outro e o outro deve agir respeitando a minha dignidade. Dignidade da pessoa humana nada mais é que você tratar o outro como um fim em si mesmo e não como meio. Se retiro a liberdade do outro, retiro consequentemente sua dignidade. Se tento comprar uma pessoa como se ela fosse uma propriedade, estou agindo contra a dignidade daquela pessoa. Ela, na mesma medida que eu, é livre e dotada de autonomia.

Se dermos uma olhadinha pela história da humanidade, vamos nos deparar com vários episódios em que existiam leis que não eram justas, portanto, antiéticas. No Brasil, do século XVI até final do século XIX, a escravidão era tida como algo permitido por lei, ou seja, juridicamente aceitável. Pessoas eram tratadas como objeto, como posse, como propriedade. Tratadas como um meio para uma finalidade estabelecida pelo seu dono. Aí nos vem a pergunta: isso era algo legal (de acordo com a lei)? Sim, era considerado legal. Mas era ético? Não, claro que não. Feria brutalmente o conceito de dignidade humana. 


AGORA (ATÉ QUE ENFIM HEIN, LEITOR), VOLTEMOS PARA O CASO ALEX E SUA CONCLUSÃO 

Então, no filme Laranja Mecânica, o capelão questiona o Tratamento Ludovico com muita razão. Podemos simplesmente neutralizar o livre-arbítrio de Alex, ou de qualquer outra pessoa, com o objetivo de impedir que essa pessoa deixe de praticar atos considerados maléficos? 

Retirar o livre-arbítrio, para Agostinho, é retirar a aquilo que caracteriza a essência da natureza humana. Retirar a liberdade de decidir, para Immanuel Kant, é retirar o valor ético de uma ação. Se eu não escolhi fazer o bem, apenas o fiz por medo do mal-estar, do enjoo e do vômito, então minha ação não tem mérito ético. Fui educado de fora para dentro, e não de dentro para fora. Logo, Alex não é bom em si mesmo. É bom em determinada circunstância pelo simples motivo de que não consegue praticar o mau. Partindo, então, do pensamento de Santo Agostinho e de Immanuel Kant, o caso Alex não estaria resolvido com sucesso. A questão que fica no ar é: e se um dia, por acaso, o mal-estar, enjoo e ânsia de vômito passarem, Alex voltará a agir como um delinquente sociopata que ele sempre foi na sua juventude? 



Tanta firula pra terminar assim, hein, com uma pergunta sem resposta. Parece aquelas contas onde o X é igual a 0. Mas aí é que consiste a graça da filosofia, meus caros, a dúvida. Durma com essa dúvida. 

6 comentários:

  1. Gostei do texto; até das firulas. Toca no ponto crucial da ética, a origem do bem e do mal, e move as nebulosas dúvidas acerca do fenômeno da liberdade e da cura...

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    1. Muito obrigado por tirar um tempinho do seu dia para ler o meu texto.
      Todo sábado estamos por aqui com texto novo.
      Um grande abraço virtual!

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  2. Otimo Matheus. O filme Latanja mecânica nos possibilita pensar o livre arbítrio, o papel do Estado que como diria Max Weber representa a gaiola de ferro ao qual estamos subemtidos na sociedade contemporânea (racionalidade buricratica).

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    1. Nascimento, é uma honra ter você por aqui. Muito obrigado por tirar um tempinho do seu dia pra ler meu texto.
      Realmente Laranja Mecânica é, resguardado o exagero, um tratado de psicologia, sociologia e criminologia, prato cheio pra prolongadas reflexões. O Weber acertou em cheio nessa colocação.
      Um grande abraço virtual!
      Não esqueça, texto novo todo sábado.

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  3. Aff jesus jose e maria esse santo agostinho devi ter vivido no principio do inicio dos tempos pra afirmar que do bem nao promove o mal pois o que tem de amados que mata suas amadas entao eh alguem que ta induzindo por algum motivo de inveja Acho que no inicio dos tempos nao havia muito odeo e inveja nao so a do abel e caim poisirmao tem ciumes deoutro irmao quando percebe que nao eh tao apreciado como o outro mais hoje em dia se mata eh sem motivo mesmo como em sao paulo o trombadinha mata por um 6enis se ele achar bonito ai vai em cima da pessoa com sua gangs toma o tenis e mata e pronto daqui apouco vira pastor evangelico ai dar tudo no mesmo todos sao iguais mais qui igualdade des.honesta omitir que nao ha inocentes e nem gente boa do bem.faz tudo igual pra fudeh o Bem so isso que bostas....

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    1. Primeiramente, agradeço imensamente por você tirar um tempinho do seu dia para ler o meu texto. E fico feliz que o texto tenha lhe provocado grandes reflexões. Achei bastante interessante o seu comentário. Realmente, essa é uma questão bastante complicada, falar de moral e bons costumes. Somos seres vivos complexos. mas a Filosofia está aí pra fazer a gente se conhecer e tentar entender melhor esse bicho complicado que é o ser humano. Obrigado pelo comentário. Não esqueça, venha sempre nos visitar, texto novo todo sábado!
      Abraço virtual!

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